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Diálogo e correções


Embora não seja tão comum o diálogo prévio entre manifestantes e os policiais quando da deflagração de qualquer movimento popular, por mais simples que possa ser a natureza do protesto ou cousa que o valha, visto que os dois lados preferem estabelecer um hiato, por entenderem erradamente que um pode estar sempre contra o outro, modernamente, já não há mais espaço que comporte as duas partes separadamente, portanto, só resta a todos, Estado e manifestantes a identificação e o acoplamento das suas possíveis barreiras, e, uma vez conhecidas, esclareçam-nas objetivando o bem estar comum. O preconceito que o poder público tem contra as manifestações populares deve ser abolido, aliás, a manifestação pode ser um sintoma externo que serve para fazer uma reflexão e atuar como terapia de um corpo estatal adoecido, a começar por uma abordagem com um diálogo franco, aberto e espontâneo entre as partes, sem medo de intervenções cirúrgicas na máquina do Estado, quando necessárias. 

Certamente, um dia as cousas mudarão e as lutas agressivas bilaterais tornar-se-ão desnecessárias para os dois lados, pois sabemos que todos têm objetivos comuns, isto é, a paz social, mesmo sabendo que o privilégio da paz que é uma dádiva política só esteja reservada às gerações de um futuro longínquo, isto é, para aqueles que não tenham se envolvido e nem conhecido as lutas abjetas e espúrias do presente, como forma de melhor sobrevivência de todos os nossos sucessores. Para isso é compulsório que logo se inicie uma correção e um aperfeiçoamento nos diversos segmentos da administração pública pela avaliação do sistema em prática, podendo esta iniciativa ser seguida também pelos dirigentes das classes representativas que ordinariamente atuam no campo das rotineiras manifestações. 

A correção é necessária a todos. Uma vez conhecidas as distâncias que separam o poder público e mesmo o poder econômico das maiorias que são as classes sociais menos favorecidas, daí pode-se estabelecer parâmetros de aceitação mútua, pois, não havendo coalizão das forças, digamos, concorrentes, deverá sempre resultar um componente que será uma resultante chamada composição amigável, mesmo com discreta aglutinação. Com ou sem composição entre as partes, o interesse público deve ser preservado, conservando a esperança de uma ordem pública satisfatória e sem atribulações, pois, em muitos casos o Estado e a sociedade reconhecem que as manifestações populares refletem um grito que ecoa do estômago e não só dos alvéolos, portanto, exige solução inadiável, mas que os ânimos estejam dentro de um clima de conduta e respeito mútuo. 
Carece que sejam discutidas as diversas situações por ocasião do recebimento do necessário aviso, digamos, constitucionais, quando da oficialização do evento junto às autoridades públicas, oportunidade em são solicitadas garantias de segurança necessárias para a realização da manifestação ou de evento similar nos logradouros públicos. 


Demonstrando total isenção de ânimo, mesmo na hipótese da liderança não ter comparecido pessoalmente para comunicar suas pretensões, podem as autoridades de segurança pública tomar a iniciativa e sugerir um diálogo aberto com quaisquer das partes, e, principalmente, quando da possibilidade da eclosão de qualquer movimento não comunicado previamente, portanto, em tempo hábil podem entrar em contato com as lideranças responsáveis pela organização do evento a ser deflagrado, e, juntas acordarem procedimentos de interesses comuns, tais como: a ocupação parcial das artérias de trânsito que serão utilizadas, para que não haja total colapso na fluidez, apenas reduzindo a capacidade de tráfego e discutindo as alterações provisórias no sistema viário, acordando a não utilização de outras artérias; garantia policial da não solução de continuidade da massa em caminhada; o acesso às residências locais preservando o direito de ir e vir; a via de suprimento essencial da população; o escoamento de socorro e emergencial; funcionamento dos estabelecimentos empresariais, de ensino e outros essenciais; liminares judiciais concedidas; supressão de instrumentos que eventualmente possam ser utilizados como armas contra a polícia; outros oponentes potencialmente antagônicos para as diversas partes ou qualquer outra situação que se possa prever como incidente ou alteração no padrão da normalidade. Nesta ocasião podem ser apreciados e avaliados os resultados positivos e negativos dos eventos anteriores, mesmo que tenham sido cometidos por outra organização paredista, exibindo filmagens e fotografias, quando podem ser conhecidas falhas até evitáveis de quaisquer lados. Sem sombra de dúvida, a reunião será do mais elevado proveito e interesse público, e, as partes podem, diante da exibição de erros, fazer as necessárias correções, mesmo que não queiram discutir possíveis diferenças. 

Com base nas apreciações judiciárias anteriores pode-se também questionar quanto à legalidade do movimento até o limite da lei (de greve). O pleno conhecimento destes e de outros pontos podem instruir com menos probabilidades de erros e mais confiabilidade, a organização dos planos para os trabalhos policiais, estabelecendo grandes linhas de ação, induzindo ao verdadeiro processo decisório.
Longe do sítio dos fatos, com ausência de qualquer prepotência ou preconceito, nesta oportunidade ímpar é possível que se possa dar início a uma fase do processo pacífico de persuasão, até porque o ambiente favorece a uma abordagem mais amistosa entre os protagonistas principais das duas partes. Sendo a persuasão uma estratégia policial, compete à polícia tomar a iniciativa de levantar as questões de interesse mútuo. Se a tarefa do momento não recair diretamente na maior autoridade da segurança, seus assessores habilmente podem desempenhar esta boa estratégia, ganhando terreno, pois o campo é perfeitamente fértil para colocações que se tornam difíceis noutra circunstância. A polícia é uma organização forte e com bons relacionamentos com os diversos segmentos sociais, inclusive, com líderes e militantes dos vários movimentos. Portanto, se uma abordagem persuasiva se tornar uma tarefa difícil para alguns, previamente, outros auxiliares que tenham fácil acesso entre militantes podem se envolver no processo de mover uma idéia mais ortodoxa da liderança, argumentando, convencendo e influenciando, pois é necessário começar um diálogo que leve aos caminhos da solução, minimizando desgastes policiais e sem inviabilizar o movimento programado, mas com a garantia de uma passividade incondicional, sob o signo de compromissos bilaterais. Persuadir é fator que permite refletir as questões que podem afetar as partes, apontando novos comportamentos para os manifestantes e para a polícia. 


Também, se o movimento é devidamente ordeiro e a liderança exerce domínio quanto à ação da militância e se todos têm objetivos definidos, depurados, analisados e puramente democráticos como todos se dizem ser, os próprios organizadores, a princípio, buscam as autoridades com interesses nos concertos de suas reais causas defendidas, inclusive, àquelas que podem afetar à segurança pública, procurando sensibilizar e obter o apoio para a manutenção da ordem, na hipótese do aparecimento de aproveitadores e oportunistas inconseqüentes, de forma que a sua expressão paredista também não sofra solução de continuidade, considerando que realmente a reunião da massa em público é por tudo necessária e inevitável, e, quando não, pelo menos indiscutivelmente constitucional. Quando o movimento é organizado segundo os padrões de responsabilidade, seus membros estarão sempre divorciados das atividades anônimas e até os militantes exibem seus ícones de identidade, tais como faixas, cartazes e estandartes, sendo facilmente identificados pelo uso de camisetas, suas legendas e com as cores de seus lemas, diferenciando dos demais mortais que não tenham envolvimento direto com aquela causa. Alguns curiosos às vezes, até, involuntariamente, prestam seus serviços àquela massa, numa manifestação silenciosa, apenas como simpatizantes das razões dos protestos, mesmo que alguns procurem chamar atenção da sua insatisfação não revelada, por se mostrar rigoroso no cumprimento de suas curiosidades pela prática de algumas atividades extremas, mas, sem qualquer relação direta com a organização do evento, apenas orbitando à periferia, chegando ao clímax, quando a curiosidade torna-se ativamente incontrolável, mostrando-se inconveniente ao cotidiano de cada pessoa, mesmo dentro ou fora do movimento, portanto, é um elemento curioso desnecessário e prejudicial à ordem, só restando expurgá-lo, contudo, sem atitudes repressivas.

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