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Indicação do emprego do choque


Na hipótese de recomendada ou determinada a intervenção de uma tropa de choque, seus comandantes e a autoridade que prescreveu o tratamento radical, todos devem ter a consciência de que estão aplicando uma polícia não convencional para tratar com certos tipos de pessoas manifestantes, normalmente, organizadas, às vezes, inconseqüentes, ainda que predominem cabeças dotadas de pura sensibilidade e efetiva responsabilidade. 

Além dos manifestantes, um grande contingente flutuante também ali se instala, alguns elementos, somente para fazer número, outros, apenas orbitam pelo mundo da curiosidade, e, com tal, estes procedem indiferentes e pacificamente, onde, a maioria destes curiosos acaba sendo envolvida, atingida e tomada como responsável pelo desmando de uma minoria insidiosa, visto que tais curiosos não procuram nem fugir e que em dado momento, apenas correm, como puro gesto de defesa ou simplesmente adotando o comportamento da massa presente que se dispersa a esmo, movimento que sugere uma fuga e a polícia deve saber diferenciar os fatos. 

Diferentemente, estão os líderes e ativistas, entre os quais alguns só buscam contabilizar vítimas e angariar simpatizantes para aquilo que defendem, portanto, estão sempre a motivar à desordem, à discórdia e medir força que não possuem. Este tipo de líder manifestante, habilmente sabe escapar da ação policial, pois sempre muda de lugar e de posição de vez em quando, num frenesi que sempre está fora da visão dos policiais, avançando e/ou recuando num sincronismo próprio de um bom treinamento, inclusive, com substituições convenientes, ao se tornarem alvos conhecidos. Portanto, aplicar força de choque é assinar abaixo dos resultados negativos que sempre dominam o quadro da ação policial, gerando uma violência mútua, porém, evitável e remediável com o prévio planejamento das ações policiais. 

Aquele que tenha ordenado o emprego da tropa de choque não pode fugir à responsabilidade, quaisquer que sejam os resultados, não podendo deixar a mercê da própria sorte, os policiais que desempenham corajosamente suas atividades enérgicas e repressivas, face às ordens recebidas.

Em se tratando de operações policiais de choque, nenhuma atividade é auto-aplicável por setores essencialmente executivos da própria tropa; qualquer interferência carece de planejamento específico com homologação por escalão superior normativo da instituição e do governo, para que se alinhem oportunidade, informação, estudo, previsão, execução, resultado, avaliação e crítica, ao final, a emissão da ordem de execução.
A tropa de choque não atua por iniciativa própria; qualquer mobilização é sempre precedida de uma ordem originária de escalão superior, o qual é ou está vinculado ao poder político-administrativo do Estado. É desnecessário dizer que este tipo de ordem deveria sempre ser efetivada por escrito para efeito de direcionar responsabilidades futuras, compartilhando julgamentos diversos, não só envolvendo os policiais executores, mas também todos os chefes que ordenaram.

É importante reprisar que a força de choque nunca deve ser a primeira a comparecer a um local de manifestação. Em muitos casos ela deve ser precedida também por uma ou várias ações públicas, inclusive um policiamento convencional e outras iniciativas de natureza social, conforme o tipo de ocorrência. Uma manifestação de rua varia desde um simples protesto isolado de caráter político a uma complexa reintegração ou imissão de posse e até uma descontrolada ação das turbas com evoluções generalizadas e em marcha numa grande área, onde as causas e conseqüências apresentam-se deveras complexas, culminando com distúrbios generalizados e danosos que podem se dispersar pela teia viária, num grande raio de influência. Invariavelmente, a atuação policial de choque deve ser precedida de um Estudo de Situação minucioso para sentir a complexidade da missão face às pessoas dos manifestantes que podem ou vão de alguma forma participar, para que não haja surpresa e a polícia não tenha que mudar de tática quando já está difícil recuar. Quaisquer que sejam as manifestações, os resultados podem ser surpreendentes e avassaladores.

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