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Introdução


A Arte do Choque ou Polícia de Choque, também pode ser chamada Polícia de Antitumulto. Por se falar em tropa de choque, há quem a denomine de "Força de Reação"; preferimos denomina-la de "Força de Ação", pois sua especialidade é Agir fundamentada em estratégias estabelecidas em linhas de ação, e não, postar-se em qualquer local ou formação para ali passar a Reagir aos insultos, impropérios e outras evoluções de pessoas ou grupos organizados, portanto, a força de dissuasão age com independência de ânimo a qualquer momento, empregando táticas específicas, a despeito de qualquer antagonismo à própria polícia. 


Agora, toda vez que a tropa age, é o Estado reagindo através da ação de seus agentes avançados, no caso, os policiais, pois ao poder público compete evitar a solução de continuidade da segurança e da ordem, na hipótese de seu comprometimento.
O emprego do policiamento de choque hoje está tão popular e democrático que é comum observar policiais assim caracterizados em pacatos festejos beneficentes. O ostensivo comum vem se mostrando tão recuado, ausente, apático, aparente, indiferente ou fora do contexto, que, por falta de uma melhor articulação dos efetivos, o policial do choque está sendo mais solicitado, sobretudo, vulgarizado, utilizado nos mais silenciosos incidentes populares.

É cenário do cotidiano tomar conhecimento pela imprensa em todo o País, da aplicação das tropas de choque como primeira linha, o imediato argumento ou a pronta resposta policial, logo ao menor prenúncio de movimento popular de qualquer dimensão e até nas simples ocorrências de rua, hoje, sobretudo. A ação do choque está se tornando uma rotina, porém, desnecessária e, em alguns casos, uma imprudência. Aliás, para as atividades populares de ações relativamente pacíficas, nesses locais se encontram, erradamente designados, os incansáveis e bravos homens do choque; ali estão se estressando completamente, digamos, sem necessidade. No surgimento de pequenos movimentos, logo, imagina-se o emprego de uma fração do policiamento de choque, mesmo antes de qualquer avaliação. 

No prenúncio de movimentos de classes, mesmo sem nenhuma manifestação de violência, o emprego de um policiamento radical passa ser uma realidade, portanto, se não se tratar de um equívoco com um risco de elevadas proporções, talvez possa ser a indicação de que o poder do policiamento preventivo estaria mesmo muito desgastado, desprestigiado, desacreditado ou simplesmente a aplicação do choque pode se tratar de uma atitude inconseqüente e por todos indiferente. A aplicação de uma força de choque condiciona-se ao grau de antagonismo de um segmento paredista, legitimando a ação policial. Qualquer emprego indiscriminado de uma tropa de choque e sem nenhuma justificativa plausível, às mais das vezes causa um insulto à população e aos manifestantes das pequenas reuniões populares, e isto vem acontecendo mesmo nas simples concentrações nômades de caráter pacífico, como são as caminhadas e as marchas em solidariedade. 

O governo, e em particular, a polícia, todos devem aprender a conviver e a lidar com os mecanismos de pressão de que fazem uso algumas classes sociais, afinal de conta, as manifestações populares aperfeiçoam o espírito democrático, azeita a máquina político-administrativa e têm se mostrado como o caminho mais curto para que o povo alcance alguma graça, que, em alguns casos, eram apenas direitos negados, ainda que assegurados por lei. Aliás, é bom enfatizar, que a democracia exige que o segmento público conheça a extensão das fronteiras de um movimento enquanto manifestação popular, para que saiba quando e se é necessário interferir, sem perder a oportunidade e nem comprometer a legitimidade. 

Se por um lado o voto contempla com o poder, por outro, a reivindicação desperta iniciativas e isto ninguém pode negar. É bom que se entenda que a ordem pública deve sempre ser mantida, mesmo que a causa do movimento possa ser legítima ou não; ainda que necessária, a medida policial deve ser adequada à evolução, portanto a prudência e a qualidade da ocorrência, em muitos casos, apontam para o emprego do próprio policiamento ostensivo comum para preceder a ação da tropa de choque, visto que atividades com tendências pacíficas exigem medidas passivas, até que se vislumbre um crescente quadro antagônico com tendência ou que predomine a desordem, mesmo assim, sem truculência policial. 

A polícia de choque deve ser o último recurso, claro, empregada e agindo sempre com muito bom senso e responsabilidade. "Na Guerra, a melhor defesa é o ataque; na Segurança, o melhor ataque é a defesa". A recente operação em Eldorado de Carajás e seu conseqüente julgamento são fatos reais da atualidade que induzem a uma reflexão, permitindo concluir que não vale a pena continuar praticando arbitrariedades policiais a pretexto de cumprir ordem, em descumprimento à lei, assumindo todas as conseqüências de ordem legal e moral, além de desacreditar as organizações policiais. A ordem de operação deve ser, de preferência, formalizada por escrita para que os ordenadores não fujam da responsabilidade para não recair somente nos subordinados como executores dos desmandos.

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