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Nova concepção da tropa de choque



Não existe mais a figura do policial cegamente fiel e excessivamente obediente às ordens sem saber qual o significado daquilo que lhe é ordenado. Os tempos são diferentes e os policiais são outros. Nenhum subordinado quer assumir silenciosamente as conseqüências da imprudência de outrem ou os resultados de uma operação mal planejada. Na hora dos julgamentos, ninguém é suficientemente corajoso e nem poderoso para assumir sozinho as inconseqüências dos atos erroneamente praticados, até porque o direito penal estabelece a figura da "co-autoria", portanto, quem de alguma forma tenha participado de uma ilegalidade, responde solidariamente pelos desmandos. Em qualquer situação, mandando ou obedecendo à ordem, cada um responde por aquilo que cometeu de forma contrária à lei.


A tropa de choque na atualidade não é aquela em que seus homens apenas cumprem e tudo fazem sem conhecer a razão e sem discutir os efeitos da atuação. Vai longe o tempo que se admitia a concepção de alguns chefes que o homem do choque deveria ser aquele que tudo fazia sem ponderar, apenas obedecia sem nada indagar; aliás, esse tipo de gente também o é potencialmente perigoso diante de uma multidão agressiva. O policial do choque de hoje, deve continuar obediente, maleável, refratário, mas inteligente, acima de tudo, conseqüente. O front policial é apenas uma maneabilidade que se desempenha nos logradouros públicos e ocasionalmente no interior de um prédio público ou frontispício a um estabelecimento empresarial privado, urbano ou rural, até mesmo, nas instalações prisionais, e que não se pode compará-la às incursões feitas nos teatros de operações de guerra propriamente dita, onde ali se postam inimigos declarados por suas pátrias, os quais se abatem mutuamente, vencendo quem for mais forte e preparado para o campo de batalha, que, no nosso caso, são patrícios que expressam seus sentimentos, ainda que progressistas, e, à polícia compete apenas controlar os excessos, usando sempre da inteligência e de estratégias pacíficas. 

Neste caso, a finalidade da polícia é apenas conter os mais exaltados, estabelecendo fronteiras entre a grave ameaça e a ordem estabelecida, mesmo que para obtê-la tenha que, responsavelmente, praticar táticas mais eficientes, necessárias e até eficazes, prevendo dominar antes de perder o controle pleno da situação, pois a ordem não admite ser quebrada, mesmo que permita flexibilizar-se. A consecução deste objetivo exige, evidentemente, muito preparo profissional específico, inteligência humana, sensatez de cada um, vigor, adestramento físico e muito condicionamento psicológico dos policiais. Toda e qualquer tropa que esteja na iminência de ser engajada nesse tipo de missão, compulsoriamente, seus membros devem ter o pleno conhecimento da situação que se instalou, dos termos do plano que será desencadeado, da missão específica do grupo e de cada participante em particular; igualmente, tudo deve ser abordado para a tropa toda, o aspecto legal e toda sua implicação, na hipótese da prática de arbitrariedade no exercício policial, que pode se estender desde uma investigação administrativa a uma condenação judicial. Especialmente, toda a tropa deve receber do psicólogo da sua unidade, a orientação ensejadora de coragem com responsabilidade, para que todos estejam preparados para agir em conjunto e sob comando e nunca isoladamente, sendo tolerantes e refratários para não se envolverem de alguma forma, evitando novos fatos. Tudo isto deve ser previsto e tratado com suficiência, permeando-se entre todos os componentes. Qualquer reação isolada do policial pode ser traduzida como precipitação e descontrole, sobrevindo, descrédito, implicações de ordem política, censura pública, arrolamentos judiciais cíveis, penais e/ou administrativos, inclusive, muita exoneração de cargo e demissão do serviço policial. O despreparo psicológico por ausência de uma orientação técnica ou a sua falta de absorção é como uma arma pesada aplicada no controle de multidão, só causa problema de toda sorte, até o insucesso.


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