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Planejamento / Previsão

Para toda e qualquer manifestação existe um quadro particular levado a efeito por seus manifestantes, conseqüentemente, exigindo atividades policiais específicas e adequadamente planejadas. Cada protesto pode ser mais ou menos antagônico do que qualquer outro precedente, ainda que possam ser semelhantes, mas nunca serão iguais. A cada dia a história evolui e se renova gerando novas concepções na população e em todos os grupos, implicando em admitir que a polícia não pose ter um modus operandi para todas as situações surgidas, sobretudo, com relação às manifestações, portanto, sempre exigindo estudo e planejamento específicos. O segmento policial deve acompanhar as evoluções e as mutações sociais para poder melhor elaborar seus planejamentos, e, ao final, exercer suas atividades tecnicamente corretas. Não pode existir um rígido e permanente gabarito de itens a levantar e nem para todas as providências a desenvolver, pois, cada caso é um caso, no entanto, quanto maior for o conhecimento dos fatos e maior for o planejamento e o poder da articulação policial, ainda maior será a possibilidade de transpor obstáculos e outros desafios impostos pela massa, pelo local, pelo tempo, pelas circunstâncias e pela própria tropa que atuará na resolução dos fatos. Quer queira, quer não, a tropa também constitui um elemento desafiador para quem está incumbido de exercer atividade para o controle de multidões e manobras similares. 

Uma tropa sem disciplina compromete as atividades, mostra a qualidade do comando e leva facilmente à derrota. Se os policiais não tiverem formação própria e adequada aos diversos fatos operacionais, certamente a missão pode até ser concluída, no entanto, parcial, e, seu comandante, possivelmente, terá que apresentar inúmeras e freqüentes explicações sobre as providências que não convenceram, às vezes, nos tribunais de justiça. Se a tropa como um todo desconhecer as diversas maneabilidades das manifestações de rua, certamente errará na aplicação das medidas de controle, pois não saberá indicar e a administrar a tática mais apropriada para neutralizar as ações dos manifestantes, pois para cada reação da turba haverá um procedimento operacional adequado e eficiente, portanto, comportar-se-á inadequadamente e imprecisa, prevalecendo atitudes improvisadas e infrutíferas. Na hipótese dos policiais não contarem com um preparo técnico psicológico para estabelecer um perfil comportamental adequadamente certo para a tropa como um todo, as atividades serão sempre eivadas de vícios, empíricas, ou os policiais estarão sempre atemorizados ou julgar-se-ão bastante eufóricos, onde quaisquer das hipóteses, os resultados não serão surpreendentes, sempre apontando para um grave quadro de comprometimento ou para o lado da prepotência como forma de defesa ou uma plena insegurança emocional da polícia, inviabilizando qualquer missão.

Vejamos algumas previsões que se tornam essenciais para a formação do planejamento operacional, tático e estratégico, os quais melhor possam reger o exercício de qualquer encargo para o controle da multidão, para as quais a equipe de organização e planificação deverá assessorar-se das informações coletadas e de outras a coletar, para a efetiva complementação do planejamento, fazendo cruzar todos os informes para chegar a um consenso. As previsões abaixo são pertinentes e adequadas a um grande número de manifestação, em razão do nível de organização; algumas podem ser inseridas em alguns planos, conforme sua complexidade, sugerindo complementar com situações específicas, como por exemplo, para as polícias que utilizam meios de transportes hidroviários, aéreos e em razão de outras peculiaridades regionais. Seguem algumas previsões: 

01. Definição e caracterização do local ou locais que serão ocupados ou utilizados pelos componentes do movimento;
02. Horários previstos pelos manifestantes para ocupação da área ou que iniciarão outras atividades para cada local;
03. Natureza dominante das atividades oponentes: concentração, ocupação, passeata, falação, panfletagem, depredação, representação, mímica, gritos para conturbar o ambiente, marcha silenciosa, apresentação de comunicações visuais, panelaço, ação agressiva, distribuição de gêneros alimentícios para a população carente, obliteração das vias públicas pelo estacionamento de caminhões, ônibus ou máquinas agrícolas, queima de pneus ou pessoas deitadas sobre a pista, simulação de cortejo fúnebre, operação padrão e ainda há aquelas sui generis onde seus componentes optam por mostrar as nádegas e outras formas de exibicionismos, etc;
04. Patrulha de reconhecimento em toda a área imediata, iniciando antes da ocupação;
05. Horário de desembarque e ocupação do local pela da polícia preventiva (força de persuasão), antecipando-se à chegada dos manifestantes e à tropa de choque. Se os manifestantes chegarem ao local antes da polícia, o caos poderá se instalar;
06. Data e horário previstos para o início dos trabalhos policiais no local, para cada fração;
07. Oportunidade para o início dos trabalhos operacionais da polícia de choque, dissuasórios por excelência;
08. Local próximo da área de conflito para que a primeira tropa de choque poderá se instalar, aguardando o momento para entrar em ação;
09. Designar uma Equipe de Observação para o local do movimento visando decidir o momento certo para ocorrer a substituição estratégica da polícia convencional pela tropa de dissuasão, evitando substituição emergencial;
10. Em quais circunstância ou estágio do movimento, a tropa de choque incorpora-se ao teatro das operações como tropa de ação, na hipótese de substituição ou não de uma fração de polícia preventiva;
11. Editar um mapa da área a ser ocupada e seu espaço de influência, consignando e iluminando tudo que há de importante para o desenvolvimento da operação.
12. Quem comandará as operações setoriais e toda a grande área;
13. Quem comandará a tropa de ação instalada perante os manifestantes e quais seus substitutos pela ordem cronológica: substituto 01, 02, 03, como substituições de rotina ou por motivo de força maior, etc;
14. Quais são os comandantes intermediários no local do evento;
15. Onde se instalará o Comando Estratégico e qual é a sua equipe; em algumas operações deverá ser móvel;
16. Provável número dos manifestantes para cada local;
17. Nomes dos líderes mais conhecidos;

18. Instalação de destacamento precursor de segurança, quando as circunstâncias recomendarem para a tropa ou para a população;
19. Estabelecer quantas frações a tropa de choque será dividida conforme as atividades; quantos policiais serão equipados com escudo, com cassete, com algum tipo de arma, com agentes químicos, inclusive, as frações destacadas para atuar noutras áreas físicas relacionadas com o movimento a ser coberto; 
20. Definir quantas frações serão designadas como reforço para pronto emprego na área;
21. Quantas e quais frações da tropa de choque que inicialmente ocuparão a área da manifestação como força de ação;
22. Local em que a tropa-reforço irá se instalar inicialmente antes de qualquer atuação;
23. Que efetivo cuidará do tráfego contíguo à área ocupada;
24. Pontos críticos que deverão ser cobertos tanto pelo policiamento de trânsito como pelo policiamento preventivo comum em todos os locais relacionados;
25. Cerco pleno de estabelecimentos considerados como alvos pelos manifestantes;
26. Que efetivo produzirá a segurança da retaguarda da tropa em ação;
27. Que tropa defenderá os flancos da tropa de ação;
28. Que tropa estabelecerá o cerco na área imediata;
29. Locais de estacionamento das viaturas que apóiam a missão;
30. Segurança para os diversos locais de estacionamento das viaturas;
31. Segurança da tropa-reforço, enquanto de sobreaviso fora das unidades;
32. Quais viaturas acompanharão à tropa de ação no teatro das operações: moto-patrulha, radiopatrulhas (RP), carro-prisão (CP), viatura-bomba d'água (auto-tanque - AT), carro-comando, helicóptero etc;
33. Quais meios de comunicação e quais faixas serão utilizadas por todo o contingente;
34. Chefe da equipe de comunicações;
35. Quem utilizará telefone celular da polícia nas diversas frações da tropa, vedando uso de celular de uso particular para todos os integrantes;
36. Qual a equipe terá a missão de penetrar na multidão, se necessário;
37. Emprego do policiamento montado - sua equipe e sua atividade e em que oportunidade entrará em ação;
38. Locais para as refeições da tropa de ação empregada à frente do movimento e dos outros contingentes; 
39. Forma de substituição provisória para a saída dos policiais às refeições e outras de natureza emergencial;
40. Carro de suprimento (caminhão/ônibus): material bélico, equipamentos, água potável, ração fria, marmitas, sala para refeições, sala para rápida reunião; sanitários, etc;
41. Oportunidade e horário para distribuição de ração fria;
42. Distribuição de água aos policiais da tropa de ação e para os demais contingentes, especificando quem distribuirá;
43. Definir as armas de fogo mais adequadas que serão utilizadas na operação;
44. Definir as frações da tropa que farão uso de arma de fogo, algemas e outros equipamentos similares;
45. Definir o tipo de munição (real ou festim) e sua quantidade para cada arma;
46. Que fração da tropa utilizará cassete convencional e/ou elétrico;
47. Que fração da tropa utilizará escudo, colete a prova de bala e capacete de segurança;
48. Quais policiais usarão pistola de gás ou outro espargidor de elemento de defesa ou de identificação ou mesmo de natureza ofensiva;
49. Se haverá emprego de policial com uniforme blindado à prova de impacto;
50. Locais estratégicos visíveis para dispor de tropa disciplinada e bem armada para garantir grandes defesas, dentro do princípio "se queres a paz prepara-te para a guerra";
51. Quais as Delegacias de Polícia estão apoiando a missão;
52. Policial designado para contrato com a Polícia Federal e Forças Armadas;
53. Previsão de local para heliporto e sua devida segurança;
54. Elemento intermediário entre o Governo e a tropa e vice-versa;
55. Elemento de ligação entre o comando da operação e a organização alvo dos manifestantes;
56. Equipe de filmagem e fotografia para os diversos locais, inclusive, aéreas;
57. Patrulha tática em helicóptero;
58. Equipe de observadores aéreos e de pontos físicos em edifícios; 
59. Equipes de inteligência;
60. Hospitais contatados para receber feridos ou doentes, militantes, policias e populares vitimados;
61. Instalações essenciais onde serão aplicadas policiais de guarda para segurança: postos de combustíveis, prédios dos correios, telecomunicações, força elétrica, hospitais, repartições públicas, bancos, etc;
62. Estabelecer acesso para entrada e/ou saída de veículos de moradores, com moto-patrulha para acompanhar dentro do cerco policial;
63. Condomínios que serão apoiados pela segurança policial;
64. Ambulância de apoio, sua equipe e seu local de estacionamento;
65. Estabelecer locais para estacionamento de veículos que possam integrar a manifestação, preferentemente afastados da área isolada, mantendo vigilância quanto a possibilidade de conduzir objetos ou armas que possam utilizar contra a tropa; cada veículo assim poderá ter um acompanhamento policial discreto;
66. Tropa reserva para substituição a cada seis horas continuadas, nunca excedendo 12 horas contínuas, inclusive para os comandantes;
67. Tipo de equipamento de proteção para cada equipe, conforme sua atividade, armas e apetrechos utilizados por cada policial; 
68. Equipamento de defesa ou ataque policial conforme o tipo de manifestação;
69. Equipe com formação em defesa pessoal e outras atividades marciais;
70. Equipe policial feminina para proceder buscas pessoais em mulheres e outras diligências específicas;
71. Uniforme de proteção contra frio, chuva e outras intempéries;
72. Especificar equipe para uso de material de iluminação, do tipo lanterna com luz forte, holofote e outras fontes que possam favorecer a ação e movimento da tropa, sem ser percebida pela multidão ofuscada por poderoso feixe de luz, ou mesmo para manter elementos perigosos sob iluminação intensa ou ainda, utilizando para facilitar a visibilidade dos integrantes da tropa; poderá ser utilizada fonte luminosa para ofuscação como estratégia poliical;
73. Máscara de proteção contra gases químicos ou de efeito psicológico com distribuição no momento adequado;
74. Qual procedimento a tropa adotará para neutralizar os paredões psicológicos formados pela presença de mulheres grávidas, crianças, anciões, pessoas mutiladas ou paraplégicas;
75. Horário de preparação psicológica na caserna;
76. Distribuição de lanche leve antes de embarcar para o teatro de operações;
77. Tropa que acompanhará a multidão móvel, à frente, às laterais e à retaguarda, por terra e pelo espaço aéreo;
78. Quem fará contato com a liderança, na hipótese do representante dela manifestar interesse em dialogar; que jamais poderá ser o próprio Comandante tático;
79. Serviço de alto falante para a tropa no local do evento;
80. Quem utilizará o microfone para dirigir à palavra aos manifestantes;
81. Quais mensagens podem ser expressas aos militantes antes de qualquer atividade tática mais eficaz; as principais mensagens podem ser previamente estabelecidas;
82. Que persuasão verbal será dirigida à massa para influenciar indecisos e outros militantes mais ortodoxos a mudar procedimento;
83. Quem fará a persuasão e quem o orientará nas mensagens adequadas;
84. Quais as granadas de efeito moral e outros elementos químicas defensivos podem ser utilizados na operação, quem as detonará e quem terá a missão de decidir quanto ao seu emprego;
85. Identificação da direção dominante dos ventos para efeito de emprego de agentes químicos defensivos, considerando o local a ser ocupado; por exemplo: vento norte -sul, vento na direção leste-oeste na avenida tal, vento lateral nascente na rua tal ;
86. Reconhecimento do local a ser desenvolvida a operação, para efeito de utilização de agentes químicos;
87. Considerando a direção dos ventos e em razão do local a ser ocupado, quais instalações importantes existem que não indicam a utilização de agentes químicos; são instalações vulneráveis na área de influencia: templos, escolas, creches, clubes, mercados, aeroporto, rodoviária, estações de metrô, túneis extensos, hospitais, presídios, repartições públicas, condomínios, clínicas, asilos, quartéis, considerando a natureza e o raio de ação de cada granada, etc; 
88. Designação de policial que fará permanente diligência de observação da liderança; se necessário, alguém fará as devidas comunicações, advertindo para os riscos das suas atitudes, fazendo através de microfones; 
89. Sempre que se dirigir à liderança, de preferência, que se decline seu nome, para que a pessoa se sinta incluída no contexto das responsabilidades e se conscientize de que não está anônimo; a citação dos nomes dos líderes do movimento presentes, em algumas oportunidades poderá causar grandes repercussões, identificando-os publicamente, deixando inseguros ao imaginar suas co-autorias nos maus resultados de seus liderados sob suas influências;
90. Designar uma ordenança do comandante, como pessoa de contato que possa levar e trazer as mensagens necessárias para outros segmentos da tropa mais afastados ou para alguns elementos de interesse;
91. Designar um informante descaracterizado para o comandante, sendo a pessoa que procederá diligências imediatas de interesse, que, neste caso, poderá haver intermediário para não vulnerabilizar o agente perante os manifestantes;
92. Definição das vias e trechos, que inicialmente terão seus tráfegos prejudicados, total ou parcialmente;
93. Estabelecer as vias públicas que terão seus tráfegos desviados ou reduzidos numa ou noutra direção ou minimizado o estacionamento em quais horários;
94. Quais linhas de transportes coletivos terão seus itinerários alterados e a partir de quais horários; previamente deve o fato ser comunicado ao departamento de Transporte e às empresas atingidas, para efeito de traçar rotas alternativas provisórias para minimizar prejuízos aos passageiros;
95. Previsão dos equipamentos de sinalização necessários à segurança do tráfego;
96. Designação da área sujeita a um cerco policial, definindo os primeiros limites como referência, fazendo cientificar aos moradores, explicando os motivos e exercitando as necessárias restrições, além de sugerir procedimentos provisórios diversos para os habitantes;
97. Designar equipe para os prévios contatos com os moradores que possam ser atingidos pelas medidas restritivas decorrentes do cerco, explicando quais os apoios oferecidos;
98. Equipe de apoio à via de suprimento dos moradores e dos estabelecimentos sitiados, a exemplo de entrega de gás, correios, gêneros, serviços diversos, serviços de urgência, transporte escolar, etc;
99. Equipe de tiro com balas de borracha;
100. Equipe de recolhimento de material descartável utilizado pela tropa: cápsulas, copos descartável, etc;
101. Contato com o Corpo de Bombeiros para o transporte de ferido e alguma emergência de salvamento para oponentes e o público, devendo a própria polícia transportar seus feridos ou que adoecerem;
102. Local de estacionamento da viatura dos bombeiros;
103. Ração para os cavalos nos local de repouso;
104. Equipe de canil e ração para os animais;
105. Interlocutor (porta-voz) para contatos com a imprensa no local do evento;
106. Equipe de resgate para elemento rival dominado ou mesmo para policial instantaneamente sitiado por militantes;
107. Designação de uma tropa de policiamento preventivo para substituir uma tropa de choque, assim que concluídos os trabalhos de dissuasão para que a área não fique tão desprotegida ou quando os manifestantes instalarem acampamento duradouro pacífico;
108. Estratégia conveniente de substituição a cada turno da tropa de ação e de cada contingente;
109. Dependências físicas ou setores da empresa privada palco das manifestações que serão protegidas diretamente pela segurança policial contra atitudes dos militantes;
110. Conhecer e acompanhar segmento da população que se dispõe a reagir às atitudes dos grupos manifestantes;
111. Que se levante a localização do comércio de bebida alcoólica na área onde se dará o cerco e lá se recomende para que não se vendam tais bebidas durante o evento, em razão da segurança pública e do próprio estabelecimento;
112. Para que não ocorram improvisações plenas, que se trabalhe com a possibilidade de um pronto isolamento móvel de controle e proteção aos prédios e estabelecimentos em todo o itinerário de um iminente deslocamento dos militantes, mesmo que não haja previsão de uma passeata ou cousa assim;
113. Estabelecer esquema específico para passeatas motorizadas, minimizando os congestionamentos;
114. Estabelecer procedimento para coibir a satisfação das necessidades fisiológicas nas vias públicas;
115. Designar um burocrata para anotar todos os atos de anormalidade no âmbito da manifestação e da operação, para posteriores avaliações;
116. Que haja orientação à população quanto à possibilidade de saques aos estabelecimentos, sobretudo, quando houver passeatas;
117. Proteção nos corredores de tráfego por onde passarão vultos que possam ser alvos dos manifestantes, como assim, nos locais onde ficarão instalados;
118. Garantir o acesso e a saída de chefes e autoridades dos seus locais de trabalho ou de outros estabelecimentos, cujas instalações estejam sitiadas pelos manifestantes;
119. Definir um estrategista conselheiro que possa acompanhar a operação, preferentemente fora da segurança, para consultá-lo quando os horizontes se mostrarem ofuscados, com a certeza de uma pronta comunicação;
120. Designar uma equipe de varredura para percorrer os trechos com a devida antecedência, promovendo a necessária desobstrução dos logradouros e fazendo as anotações necessárias, antes que a polícia ocupe a área; presume-se que o esquema policial deve ser o primeiro a ocupar para recepcionar a parte protestante.
121. Constituir uma equipe descaracterizada para fazer a coleta de corpos sólidos, como pedras, pedaços de madeiras e de ferros que estejam dispostos na possível área a ser ocupada pela tropa e pelos manifestantes. Se necessário, solicitar apoio do Departamento de Limpeza Pública, inclusive, que proceda uma coleta antes que os manifestantes ocupem a área; Se a Prefeitura não se interessar por questões diversas, a própria polícia deverá proceder a coleta desses objetos que podem servir de armas contra a tropa ou outro alvo;
122. Designar um chefe responsável para recolher todos os relatórios dos comandantes das frações e, ao final, fazer suas conclusões, remetendo tudo à autoridade imediatamente superior na cadeia de comando da tropa empregada;
123. Conforme a natureza e local dos fatos e de quem possa ser alvo das manifestações, torna-se necessária a previsão de passarela ou corredor viário protegido para circulação de funcionários, usuários e outros ocupantes das instalações, de forma a garantir a segurança dessas pessoas e o funcionamento da organização;
124. Instalação de um destacamento policial provisório para coletar denúncias, queixas e outras reclamações, sempre próximo ao local do evento, para que ocorra pronta interferência e não prossiga a impunidade.
125. Levantar as condições climáticas previstas para o dia ou os dias previstos para desencadear o movimento, fazendo junto aos órgãos que fazem análises pluviométricas e afins, para efeito de previsão de equipamentos e outras práticas policiais que devem ser exercitadas in loco e procurar tirar proveito desta situação adversa da natureza.

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