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Valorização do homem



Diante de tantas providências a observar e adversidades a enfrentar, não se pode abstrair-se face às incessantes missões e de toda sorte de desafios cada vez maiores, passando a esquecer de que os implacáveis homens do choque são, antes de tudo, essencialmente humanos, assim como são as autoridades e os demais policiais de qualquer qualificação, cargo ou grau hierárquico, onde todos são igualmente mortais como regra natural. 

A fragilidade humana não se extingue com a formação policial, ainda que esmerada pela formação e treinamento; graças a Deus! pelo menos, nem todos se brutalizam. Toda operação de controle da ordem sempre se desenvolve sob um clima de muita tensão, porém, com muita predisposição de todos para acertar, inclusive, com a possibilidade de errar. Isto posto, implica na concepção de por sempre em prática, quaisquer que sejam os chefes ou comandantes, o respeito e a tolerância necessárias, acatando as necessidades e deficiências de cada policial, tomando para si, a vulnerabilidade a que todos estiverem sujeitos nos palcos das operações, atentando para as possibilidades de choques emocionais diante das situações adversas, que sempre podem sensibilizar a um ou outro policial e, envolvido neste difícil quadro é possível que um deles, num determinado momento, demonstre não ter condições psicológicas de continuar integrado naquelas formações, portanto, para evitar desgastes, afastá-lo é a melhor prática. 

Esta sensibilidade deve repousar na pessoa de cada comandante. Aqueles policiais, embora jovens e fortes, como humanos, não são à prova de tudo e cada um deles tem seus limites próprios e uma vez expirados, daí em diante haverá menos possibilidades de êxito, tampouco continuar na operação; é o caso de muita sede, fome, calor ou frio demasiado, sudorese, tremor, forte emoção, visível descontrole, necessidades fisiológicas inadiáveis, tonturas, desmaios, insolação, seqüência de impropérios, efeitos de agentes químicos, excesso de ruídos, camarada ferido, indecisão, fraqueza e despreparo da chefia, continuadas horas de trabalho sob o signo da tensão e um quadro geral de estressamento, que, quaisquer deles, assim poderá comprometer os resultados desejados. 

Uma tropa de choque quando em operação não poderá ser empregada por tempo excessivamente continuado; esse tipo de missão exige, periodicamente, uma boa rotatividade, com a indicação de fazer as substituições por pequenas frações, isto é, por pelotão, grupo, seção etc, para evitar que o pleno conhecimento das diligências em ação não sofram solução de continuidade, o que não seria nada interessante fazer uma ampla substituição com ingresso de muitos componentes emocionalmente desaquecidos, os quais levarão muito tempo para compreender e agir convenientemente. A continuada permanência dos mesmos homens na missão pode ter um efeito muito desgastante, razão da possibilidade de absorção das palavras de ordem, simpatizando ou antagonizando a turba, comprometendo, portanto, os resultados pré-vivenciados, causando ainda o crescimento da altivez dos manifestantes, mesmo que o policial se mostre demasiadamente pacífico, pois o efeito do estresse é sempre refratário. 

A substituição exige uma conveniente estratégia para não causar impacto na massa, fortalecendo-a, de forma que os manifestantes percebam mais a presença da nova tropa do que a ausência daquela substituída. A substituição deve ser de forma tal, que, por ocasião de retirar-se, a tropa não deixe perceber sinais de cansaço e nem de alívio ou negligência disciplinar, para não sofrer represália de quem faz piquete, agravando o quadro. Os que serão substituídos podem aos poucos irem recuando, apoiando a retaguarda ou aos flancos, até afastarem-se completamente.

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